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Marilda F. de M. Vasconcelos

Em pleno século XVIII, a Capitania atravessava o pré-auge do Ciclo da Mineração e se transformou na méca dos portugueses que vinham imbuídos da idéia de fazer fortuna com a extração do ouro. Os paulistas com suas bandeiras palmilharam todos os quadrantes da Capitania e por esta forma e pelo mesmo motivo foram os pioneiros no povoamento das Minas do Ouro. Depois deles, com as constantes notícias de novas descobertas, grande massa de portugueses saiu de sua pátria e se instalou em Minas. No meio dessas correntes imigratórias, veio Inácio Franco, possuído de gana e coragem em busca do ouro, mineirando e vivendo de suas fazendas na região de São João Del-Rei.

Inácio Franco era natural da Freguesia de Balga, termo de Vila de Feira Bispado do Porto, Portugal. Descendente de português, que imigrou para o Brasil nos idos de 1714. Da união com Helena Maria do Espírito Santo em 1728, novas gerações da família Franco foram surgindo nas alcandoradas montanhas de Minas. Esta família ocupa hoje grandes áreas do Sudeste do Brasil.

Conforme documentos encontrados em inventário da família Franco, lavrado em cartório do 1º ofício – 1839, essa família veio da Vila de São João Del – Rei – parentesco de Ana Inácia de Jesus Xavier (mulher de Manoel Inácio Franco), filha de Manoel Inácio Franco e Maria Rosa de Souza, sobrinha de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes.

Com a crise da Inconfidência, abandonam suas terras e toma posse de todo o município de São João da Boa Vista, Estado de São Paulo.

“O Estado de São Paulo” de 26 /02/64 publica que a família Franco apossou a zona de Ribeirão Preto a Barretos e Viradouro.

No Triângulo Mineiro, a consangüinidade se estreitou com vários casamentos de descendentes.

Em 1959, Aracy Franco de Moura casa-se com o primo de 2º grau , fazendeiro Valporê Nunes de Moura. M udam-se com a família para a Fazenda Porto Feliz, onde criam os cinco primeiros filhos .

Nasce em 1964 a 3ª filha do casal, Marilda Franco de Moura.

Marilda Franco de Moura nasceu em Ituiutaba-MG, em 13 de Fevereiro de 1964. É filha de Valporê Nunes de Moura e Aracy Franco de Moura, pelo lado materno d a família Franco de raízes portuguesas profundamente lançadas em Minas e São Paulo. Na década de 1920, os pais de seus avós paternos, Horácio Nunes de Moura e Estrela do Sul Guimarães que faziam parte do grupo de imigrantes também portugueses chegam ao Brasil. A família veio para plantar café, em São Paulo.

Em 1969, Marilda Franco de Moura inicia seus estudos. Já alfabetizada, ingressa no Colégio Santa Tereza (Congregação Irmãs Scalabrinianas) . A partir daí permaneceria horas trancada na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Iria se dedicar com afinco aos estudos, procurando ser sempre a melhor da classe. Sobre essa fase de sua vida, teve vários contatos com autores literários. Sonhava em ser escritora. É convidada a participar de um concurso de livrinhos infantis.

No Ensino Médio, é matriculada no Colégio São José . É perseguida pela professora de inglês, em virtude de seu sotaque. “Ela não percebia que eu falava inglês britânico”. Desafiada, dedica empenho extraordinário a língua portuguesa chegando a decorar 50 palavras por dia do dicionário. Vizinha de professores começa a dar aulas particulares.

1976 – Toma aulas de artes, bale, flauta e violão no Conservatório Estadual de Música em Ituiutaba-MG.

1980 – Trabalha como professora de um Jardim de Infância e já apare nos meios de comunicação de sua cidade.

1981 – Projeta-se na vida artística e literária interpretando a peça “Morte e vida Severina” de João Cabral de Melo Neto no Teatro Vianinha de Ituiutaba-MG. Peça profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca do sertão nordestino.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pelo esforço quanto pelo comportamento, p assa a trabalhar aos 19 anos como contabilista de uma firma imobiliária, Prolocal Prominas Locadora LTDA. Com os conhecimentos que adquirira ainda cedo resolve se atualizar profissionalmente. Começa a contribuir para a consolidação progressiva no campo da educação, em benefício do aperfeiçoamento da leitura e da escrita a crianças com idade de 6 a 10 anos.

Em 1985, ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, diploma-se em Letras e começa a exercer a profissão como professora de inglês e português (Ensino Fundamental, Médio e Cursinho Pré-vestibular).

Lê (ou relê), então, os grandes clássicos: Rabelais, Shakespeare, Joyce, Faulkner, Swift, Lewis Carroll, Cervantes, Homero, e, entre os brasileiros, Graciliano Ramos e Descartes.

1985 – Anuncia o seu casamento com Henrique Gouveia Vasconcelos, fazendeiro, filho de imigrante alemão, passando a se chamar Marilda Franco de Moura Vasconcelos.

1986 – Nasce, no dia 22 de março, a sua primeira filha, Flávia Franco de Moura Vasconcelos.

1987 – Muda-se para Corumbá de Goiás onde ministra aulas de Economia e mercado, Geografia, Educação Física, História e Português no Ginásio.

1988 – Regressa para Ituiutaba-MG para dar aulas de inglês e Português no Colégio de freiras, o mesmo em que trabalhou, como professor de literatura, Rogério Cardoso. Nome artístico Rolando Lero.

Neste mesmo ano, nasce, no dia 06 de Agosto, sua segunda filha, Fabiana Franco de Gouveia, quem se torna uma das 10 melhores tenistas do Estado de São Paulo, ou seja, a 1ª no ranking de Ribeirão Preto.

1991 – Começa a dar aulas em escolas estaduais. É aprovada também no concurso da Prefeitura de Ituiutaba-Minas Gerais.

1995 – Insatisfeita por não conseguir aprofundar seus estudos, busca conhecimentos em Brasília e Campinas.

1995- Freqüenta o Curso de Iniciação ao Cinema, 1ª etapa do projeto 100 anos de cinema.

1996 – Faz o primeiro curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Língua Portuguesa.

1999 – Começa a ministrar aulas na UEMG.

2001– É aprovada no concurso do Estado de Minas gerais.

2002 – Passou a viajar 11 horas por semana até São Paulo para adquirir seu título de mestrado pela PUC/SP. Período em que desenvolve projetos ligados a teoria francesa, Semiótica greimasiana.

Em 2002, participa do projeto “Construindo Sempre”, Circuito gestão sob a coordenação de Raquel Volpato Serbino e Anna Maria Cintra realizado pela PUC/SP.

2002 – Passa a ser funcionária da PUC/SP. Daí por diante, já enquadrada na educação, inicia uma larga peregrinação com desenvolvimento de projetos educacionais pela região paulista.

2002 – A família transfere para Bebedouro, mas a mudança definitiva só foi realizada em 2004, ano em que se instala em Ribeirão Preto /SP. Começa a dar aulas na Faculdades Fafibe, Faculdades Barão de Mauá e COC- sistema de Ensino.

Publica, vários resumos em anais de eventos de congressos.

Em 2004, é convidada a dar cursos de Pós graduação na UEMG.

Ainda em 2004 – Viaja à Europa, entre Paris, Suíça e Itália por razões profissionais. Lá, conhece Jacques Fontanille, semioticista francês, participando do 8 eme Congrès de L Association Internationale de Sémiótique (AIS). Nesse período, mantém contatos com representantes portugueses e cubanos.

Dentre as suas atividades, torna-se membro do CPS, Centro de Pesquisas Sociossemiótica e NUPLIN, núcleo de pesquisas em lingüística, em companhia de intelectuais, como: Erick Landowski-França, Ana Cláudia Oliveira, Diana Luz Pessoa, Norma Discini, José Luiz Fiorin (USP-SP), Maria Thereza Queiroz Guimarães Strôngoli e outros que vem obtendo enorme sucesso profissional.

A atividade literária acompanhou-a durante os últimos anos no exterior e no Brasil, o que lhe valeu uma grande experiência profissional.

2003 – Doutoranda pela PUC/SP.

2004 – Finalmente é convidada a participar da Academia Ribeirão Pretana de Educação.