nav-left cat-right
cat-right

Waldomiro Waldevino Peixoto

Nasceu em 21 de agosto de 1950, em Ipuã/SP, uma pequena localidade de pouco mais de 10.000 habitantes na região da Alta Mogiana, entre são Joaquim da Barra e Guaíra. É uma região agrícola que acabou influenciando muito sua formação. “Sou um caipira do calcanhar rachado” costuma dizer WP, orgulhoso por sua origem e ser filho de pessoas simples da roça. Dessas pessoas herdou a simplicidade e os princípios que norteiam sua vida.

Cresceu ouvindo Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Alvarenga e Ranchinho, Cascatinha e Inhana. Por isso gosta tanto de moda de viola e outros ritmos de raízes. Depois de ter mudado de sua cidade natal, já em Ribeirão Preto, em contato com o meio universitário, descobriu o gosto pela música popular brasileira e hoje é ouvinte assíduo de MPB, mas continua com gosto musical eclético, ouvindo desde suas raízes até música clássica. Atualmente reside em Marília, onde trabalha no comércio de equipamentos odontológicos. É casado, tem duas filhas, uma cachorra um montão de livros e discos, elementos que compõem o essencial de sua vida, além dos grandes amigos que a educação e a literatura propiciaram. Ocupa a cadeira 22 da ARL – Academia Ribeirãopretana de Letras, cujo patrono é o mineiro ribeirãopretano Veiga Miranda, e é patrono da cadeira 40 da ARE – Academia Ribeirãopretana de Educação.

Cursou do primário até o 2º colegial, em Ipuã. Mudou-se aos dezoito anos para Ribeirão Preto, onde concluiu o Magistério. Ingressou na faculdade de Letras, curso que concluiu em 1975, pela Instituição Moura Lacerda. Fez especialização em Estrutura Morfossintática da Língua Portuguesa pelo Ateneu Barão de Mauá. Fez vários cursos de especialização e complementação pedagógica na área de língua portuguesa, literatura brasileira, metodologia de redação e produção de textos. Lecionou literaturas infantil e brasileira, português e redação durante dezoito anos na Instituição Moura Lacerda, Colégio Oswaldo Cruz, em Ribeirão Preto; no Instituto Americano de Lins, em Lins; e no Colégio Sagrado Coração, em Marília. Deixou o magistério em 2002, para se dedicar exclusivamente ao comércio, atividade que exige total dedicação frente ao quadro da economia atual, na região de Marília, para onde mudou com a família em 2000.

Participou das antologias literárias “Cantatas (in) Multivozes”, “Versando em Tons (Di)Versos”, “Uni/Versos,” “Antologia ARL – 55 Anos”, foi premiado em vários concursos literários, é colaborador assíduo do Jornal A Cidade.

Pelas circunstâncias profissionais acabou deixando a atividade do magistério para se dedicar ao comércio, mas acredita que o papel do educador continua por toda a vida na relação com a família, no ambiente do trabalho, na interação social, dentro dos movimentos sociais de base, clubes, etc.

Acredita mais: que a educação é o único projeto de longo prazo capaz de fazer a grande revolução de que o Brasil tanto precisa.

Acredita mais ainda: que o dia em que a educação do Brasil deixar de ser tão acadêmica, deixar de se inspirar em modelos exógenos e começar a se voltar para a realidade de nossa gente, descortinado sua alma autóctone, sua realidade, sua brasilidade, seu gênio, começar a trabalhar com nossas carências e nossa capacidade criativa, a grande revolução de que o país tanto precisa baterá mais rapidamente às nossas portas. Nunca mais o Brasil será chamado de nação do futuro, porque o desenvolvimento econômico e cultural será, sim, uma realidade presente.

Acredita definitivamente: que, por mais que a tecnologia de comunicação seja atraente, por mais que as escolas invistam em infra-estrutura física, por mais que os teóricos discutam conteúdos programáticos mirabolantes, por mais que se realizem congressos e encontros de acadêmicos, por mais que a globalização coloque em nossas mãos informações e produtos consumíveis de toda ordem, o progresso está presente apenas em dois elementos essenciais: nas mãos dos educadores e nos livros. Uma nação educada e desenvolvida pode investir no que quiser – é até bom que o faça – mas não pode admitir que seus filhos prescindam de professores bem treinados, capacitados e bem remunerados, e de livros. Toda política educacional tem de desaguar nessas duas vertentes, fora das quais não há saída.

Sem política educacional adequada à realidade de nossa gente – realidade global do professor e do aluno – e sem livros, não existe nação livre, não existem grandes educadores e, por conseqüência, grandes homens, os grandes homens que fazem rodar a grande engrenagem do dia-a-dia para colocar o Brasil no concerto das grandes nações.