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João Alvares da Costa

Antes de se interessar por átomos e moléculas, João aprendeu as primeiras letras no curso primário em Fortaleza de Minas. No ginásio, apesar da literatura escassa, lia tudo o que aparecia sobre energia nuclear. Determinado a eguir os estudos, o jovem ingressou na Escola Técnica de Química Industrial, em Ribeirão Preto. Aos 19 anos já havia completado o curso médio.

Em 1960 começou a dar aula na própria instituição em que se formou. “Havia uma empresa interessada no meu trabalho, mas preferi experimentar ser professor”, esclarece. Durante 5 anos, lecionou Química Geral Inorgânica nos colégios Santos Dumont e Otoniel Mota. A partir de 1970, começou a lecionar no colégio Oswaldo Cruz (COC). Segundo ele, foi uma das épocas mais produtivas de sua carreira como educador. “Eu dava aula para cerca de 3 mil alunos por ano”, contabiliza. O químico tornou-se diretor da instituição e lá ficou até o início dos anos 90. Em 1972 formou-se em Química Industrial na Unaerp e em 1980 concluiu o mestrado na área de Química Analítica, na Unicamp. De 1976 a 1989, ensinou na Faculdade de Farmácia da USP.

Na Unaerp ajudou a formar o curso superior de Química a partir de 1968. Foi diretor do Centro de Ciências Exatas, Tecnológicas e Naturais durante 10 anos. Atualmente está engajado em um projeto de avaliação da qualidade do ar de Ribeirão Preto, feito em convênio com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). O professor também é um dos responsáveis pela Estação Meteorológica da Unaerp e pelo laboratório de análise de águas e efluentes. O curso técnico de Química Industrial, extinto em 1975, voltou a ser ministrado, com novidades. As aulas são práticas e acontecem nas usinas Santo Antônio e São Francisco.

Casado com Guaraciaba Furquim desde 1964, tem 3 filhos. O mais velho é jornalista da Gazeta Mercantil. Outro é professor de biologia e está fazendo doutorado. O caçula cursa o sexto ano de Medicina, em Juiz de Fora, Minas Gerais. João tem apenas um neto. Além das várias atribuições nos laboratórios da Unaerp, o químico mantém há 3 anos uma empresa de monitoramento e assessoria ambiental chamada Ambiental 2000. Aos 60 anos, o professor garante que ainda joga futebol de vez em quando. “Sempre gostei”, comenta.