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Jerônimo Feltre

Professor, nasceu em 1923. Passou a infância entre arados e enxadas. O pai não havia estudado, mas fez questão que os filhos frequentassem a escola rural, que ficava a 3 quilômetros da casa em que moravam. Todos os dias, Feltre enfrentava, descalço, a estrada de terra até o grupo.

Quando entrou para o seminário, tinha apenas oito anos. No Seminário Seráfico São Fidélio, o tímido garoto passou quase nove anos. Aos 16, decidiu que não seguiria a carreira religiosa e voltou a trabalhar por mais cinco anos na roça do pai. Mais tarde, em Limeira, Feltre trabalhou na linha de produção da fábrica de óleos Prada.

Sua vida começou a mudar em meados da década de 40, quando o governo decidiu incentivar a formação de novos professores. Ex-seminaristas ganharam a possibilidade de cursar faculdade. Ele aproveitou a chance e, em 1946, iniciou o curso de Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia, em Campinas. Descobriu imediatamente que tinha nascido para educar.

O tímido ex-seminarista tornou-se um estudante ativo. Durante a faculdade, fez parte da Juventude Universitária Católica (JUC). Criou um jornal universitário e participou da fundação da União Estadual dos Estudantes (UEE), em 1948. Por duas vezes presidiu o Centro Acadêmico, entidade que patrocinou em 1949 uma apresentação do grupo carioca de teatro Estudante do Brasil. “Cacilda Becker e Sérgio Cardoso iniciaram a carreira neste grupo”, conta.

Formou-se em 1950. Em Campinas, lecionou em vários colégios particulares. Também foi professor em Mogi Mirim e Descalvado. Após concurso, foi nomeado para a cadeira de Língua Portuguesa em Oswaldo Cruz. Em seguida, mudou-se para Igarapava. Nesta cidade conheceu a professora Maria Lygia, com quem se casou em 1957 e teve 2 filhas. Uma é pesquisadora na área de nutrição e a outra, farmacêutica.

Em 1959, entrou para a faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, em Uberaba. Advogou durante 2 anos, mas acabou voltando a lecionar. Em 1965 mudou-se para Ribeirão Preto para lecionar no colégio Otoniel Mota. Exerceu o cargo de diretor substituto da instituição em 1968. Ficou na função até 1977. Neste período, cursou Pedagogia.

O professor também trabalhou como assistente de diretor na escola Cônego Barros, em 1977. Em seguida, prestou concurso para diretor e voltou a Igarapava para dirigir a escola Professor Dantês. Mais tarde, em 1980, retornou a Ribeirão Preto e assumiu a direção da escola Geny de Toledo Pisa, onde ficou até 1990, quando se aposentou. Em Ribeirão, Feltre foi um dos introdutores do curso de Direito da Unaerp. Há dois anos, administra a fazenda da família em Igarapava.