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Gladys Milena Fusco

Entre as aulas de piano e os estudos no Ginásio do Estado, Gladys se preparava para assumir o magistério. Ser educadora era o seu objetivo. Tinha certeza absoluta que no ofício de ensinar poderia se realizar profissionalmente, sem as dúvidas que talvez surgissem se tivesse escolhido outro caminho.

O tempo mostrou que estava certa. Fez o curso normal no colégio Otoniel Mota, onde se formou em 1953. Seu primeiro trabalho foi como professora no orfanato Lara maria Franco, mantido pela maçonaria. Lecionou para crianças de primeira a quarta séries, durante 18 anos.

A formatura como professora de música aconteceu um ano depois da conclusão do magistério, em 1954. Gladys estudou piano no Conservatório Dramático e Musical Carlos Gomes, em Ribeirão Preto. Para conseguir o registro de formatura, ela teve de estudar o último ano de música no conservatório de mesmo nome, em Campinas. A partir do final dos anos 50, começou a colher os frutos de seus esforços. Como professora primária, também lecionou nas escolas Anísio Teixeira e Dom Luiz do Amaral Mousinho, onde se aposentou em 1984. “Depois de trabalhar 30 anos como professora primária, fiquei mais cinco dando aulas no conservatório”, conta.

Entre inúmeras atividades musicais, Gladys lembra de uma em especial, que marcou sua carreira. “Toquei piano na apresentação do balé, durante a comemoração do Centenário de Ribeirão Preto, realizado no Teatro Pedro II”, comenta. Participou também de corais e grupos voluntários, acompanhando ainda o coral da Ópera Minaz.

Uma das últimas atividades musicais foi como professora de piano no Educandário Quito Junqueira, em 1997. Desde então, ela se dedica à sua família.

Casada em 1965 com Humberto Silveira Fusco, teve 3 filhos. A mais velha, Daniela, dedicou-se ao balé. “Uma excelente solista”, diz orgulhosa. Humberto é administrador de empresas. O mais novo, Alexandre, estuda e trabalha nos EUA.

Quando foi homenageada, disse que ficou bastante surpresa e agradecida. Na ocasião, Gladys havia quebrado a clavícula em um acidente. “Quando me telefonaram, a princípio, pensei que era para eu voltar a lecionar. Pensei que isso iria acontecer justamente num momento em que estava enfaixada. Sinceramente, adorei a homenagem”, comenta.