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Geraldo da C. Barreto

Um dos mais respeitados técnicos de vôlei da Recreativa, campeão estadual na década de 50, Geraldo nasceu em Ribeirão Preto, em 1918. É um poeta. Foi alfabetizado no colégio Santa Úrsula e seguiu os estudos primários nas escolas Dr. Guimarães Júnior e Dr. Fábio Barreto. No ginásio e científico, estudou nos colétios Otoniel Mota e Progresso. Em 1939, entrou para a Escola Superior de Educação Física do Estado de São Paulo, tornando-se presidente do então grêmio estudantil Olavo Bilac. Também foi orador do Centro Acadêmico Ruy Barbosa.

De volta a Ribeirão Preto, Barreto estreou como professor de educação física na Escola Primária de Agricultura, onde é hoje a Faculdade de Medicina. De 1954 a 1983, foi Delegado Regional da Secretaria de Esportes e Turismo de São Paulo. À frente da Coordenadoria de Esportes e Recreação, trabalhou como agente de planejamento e controle, agente civil e executivo público. Na Comissão Central de Esportes, foi assistente técnico até asumir a presidência da entidade.

Fez pós-graduação na Unaerp, onde exerceu todos os cargos no Departamento de Educação Física, até se aposentar, em 1987. Na oportunidade, recebeu da reitoria um jantar em forma de homenagem. “Foi uma das homenagens mais emocionantes da minha vida”, admite.

Apesar das atribuições em cargos destacados no governo do estado, Barreto se emociona ao lembrar das conquistas como técnico de vôlei. De 1947 a 1953, no comando do time da Recreativa, o professor ganhou os títulos de bicampeão do Troféu Bandeirantes e dos Jogos Abertos do Interior. A equipe também foi vice-campeã interclubes. “Minha glória foi ver a equipe de vôlei conquistar o Campeonato Estadual”, conta orgulhoso.

Casado com Maria do Carmo desde 1946, teve 3 filhos. Um deles é médico em São José do Rio Preto. Uma das filhas é artista plástica em Ribeirão Preto e a outra, terapeuta em Itapetininga. O casal tem sete netos. A esposa lembra que sua casa se transformava em alojamento para atletas, na ocasião dos Jogos Abertos do Interior. “O Geraldo chegava a buscar as jogadoras nos bailes da Recreativa na véspera dos jogos”, revela.

Toda essa dedicação rendeu ao professor Barreto, entre as diversas homenagens, o título de Cidadão Emérito de Ribeirão Preto, em 1997. “Dediquei minha vida à educação física. Tive apoio desde criança. Um dos meus incentivadores foi Oscar Musa, irmão da professora Lucy Musa”, lembra. Hoje, Barreto aproveita o tempo para escrever poesias. A preferida, Momento Lindo, ele dedicou à esposa, quando comemoraram bodas de ouro. O poema começa assim: “É difícil dizer … Que forças estranhas envolvem dois seres … e povoam de sonhos suas vidas …”.