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Delphina G. da C. Barros

Nasceu na fazenda Santa Antônia, onde funcionou a antiga Usina Perdigão, onde o pai, um italiano austero, era administrador. De origem humilde, ela teve sérias dificuldades para custear os estudos. Aos 16 anos, trabalhou como empregada doméstica para poder cursar o ginasial. Hoje, satisfeita com a vida de educadora, é voluntária do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GAAC), que funciona no campus da USP. A entidade atende crianças carentes de zero a 16 anos, vindas de várias partes do país.

Até o terceiro ano primário, Delphina tinha de caminhar 3 quilômetros diariamente para frequentar a escola da fazenda Santa Luiza. Na quarta série, estudou no grupo escolar Guimarães Júnior, em Ribeirão Preto. Sem condições de continuar os estudos, voltou para a fazenda. Somente aos 16 anos, pôde voltar para a escola, estudando à noite no Ginásio Progresso. Nos dois primeiros anos foi empregada doméstica e nos dois seguintes passou a trabalhar no comércio de Ribeirão Preto. Terminou o ginasial aos 19 anos. Já acostumada com a luta pela sobrevivência, aos 20 anos iniciou o curso Normal no Instituto Moura Lacerda. Foi quando abriu uma sala de costura com uma amiga, na Rua Saldanha Marinho. Formou-se em 1956 e retornou para a Usina Perdigão. Começou a dar aulas na usina para crianças de primeira a terceira séries, de manhã, e para adultos, à noite. No período da tarde, dava aulas de culinária, catecismo e chegou a abrir uma biblioteca para a comunidade.

Trabalhou na usina por 8 anos. Durante este tempo, participou de um curso de orientação médico-rural. Passou então a organizar pastas de saúde para as crianças das colônias.

Em 1964, voltou para Ribeirão Preto e assumiu a segunda série da escola municipal Sociedade Esportiva Palmeiras, o “Palmeirinha”. Na mesma época, casou-se e teve 2 filhos.

Entre 1972 e 1975, deu aulas para crianças abandonadas no Lar Célia Elívia, da escola Paulo de Tarso. Ao mesmo tempo, cursou Pedagogia no Moura Lacerda. Formou-se em 1975. No ano seguinte, lecionou na 4a. série da escola Dom Luís do Amaral Mousinho. A partir daí, até 1982, foi professora na escola Alpheu Gasparini.