nav-left cat-right
cat-right

Antônio Santilli

É professor de matemática e sabe o valor exato da palavra educação. Ele se considera um professor de carreira. Aos 18 anos de idade, deixou o trabalho na fazenda do pai para cursar o antigo Madureza, transformadomais tarde em Supletivo. Estudou por 7 meses, antes de ingressar na escola Otoniel Mota.

Entusiasmado com o ensino, tornou-se professor dos próprios colegas. Em 1952, entrou na antiga Faculdade de Odontologia e Farmácia e se sustentava com o dinheiro que ganhava como professor. Formou-se em 1955 e nos dois anos seguintes trabalhou como dentista. Mas a matemática foi mais forte. Assumiu seu destino como educador e passou a dar aulas em tempo integral em várias instituições de ensino de Ribeirão Preto.

Lecionou também em Jardinópólis, por 2 anos. Deu aulas no Instituto Metodista e Colégios Santa Úrsula e Auxiliadora. Foi um dos primeiros educadores do COC e também ensinou no Moura Lacerda e na Barão de Mauá.

Em 1976 formou-se em Filosofia da Matemática na Barão de Mauá. No ano seguinte, conciliou a profissão de professor com a de fiscal do Estado, cargo conquistado através de um concurso público, em 1971. Aposentou-se em 1993 como chefe do posto fiscal de Ribeirão Preto, mas não parou de lecionar. Seu projeto mais recente é a produção de um livro sobre matemática comercial e financeira.

Casado com Maria Stella Cordeiro, professora primária, é pai de 4 filhos. Sente-se um privilegiado por não depender apenas do salário de professor. “É preciso que as autoridades vejam com mais atenção as questões culturais do país. Hoje, além dos baixos salários, sinto que muitas escolas ainda não estão preparadas para os avanços tecnológicos que estão aí”, lamenta.

Homenageado como Grande Mestre, Santilli se diz honrado. “Essa lembrança da sociedade foi muito importante. Significou um encontro muito proveitoso”, observa. “Todos os professores que receberam o prêmio, mereceram a homenagem”, conclui.