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SENSIBILIDADE NUM MUNDO TECNOLOGICAMENTE CONECTADO

SENSIBILIDADE NUM MUNDO TECNOLOGICAMENTE CONECTADO

SENSIBILIDADE NUM MUNDO TECNOLOGICAMENTE CONECTADO

Frequentemente se discute se a tecnologia melhora ou piora os relacionamentos humanos, se facilita ou complica.

Platão (427 – 348 a.C.) que escreveu “Só é útil o conhecimento que nos torna melhores”. Numa visão estritamente pessoal, parodiando o pensador grego, penso, que só é útil a tecnologia que facilita a nossa vida. Assim, as tarefas rotineiras, repetitivas que não exigem nenhuma criatividade ou decisão, podem e devem ser automatizadas; as tarefas perigosas, que põem em risco a integridade humana podem e devem ser robotizadas…

Cada vez mais profundamente mergulhados no mundo tecnológico. Cada vez mais fortemente abraçados pelas tecnologias e a elas nos acomodamos, nos tornamos dependentes.

O quadro negro séc. XVI (depois o verde e mais recentemente o branco) surgiu na França, durante o período em que Igreja lutava para reconquistar o povo das cidades, que estava em forte e contínua descristianização.

O projetor de slides (1950) foi muito popular até 1975, os primeiros equipamentos eram todos acionados manualmente e apenas alguns anos depois surgiram os controles ligados por fio no aparelho.

Retroprojetor (1980) O retroprojetor surgiu algum tempo após o projetor de slide. Quem se lembra da última vez que utilizou um retroprojetor? Pois bem, apenas para recordar, foi um projeto de recurso auxiliar inteiramente dedicado ao uso em educação. O exército utilizava para exibir plenos estratégicos.

Daí podemos passar ao computador, notebook, tablet e smartphones, que é o cenário contemporâneo.

Frequentemente, somos contratados por gestores escolas que adotaram plataformas de ensino. É evidente que esses gestores visualizaram um projeto pedagógico / econômico (leia-se redução de custos). O problema sempre são os professores que resistem à produção e inserção de conteúdos para essas plataformas. Ora, a equação é simples. Professores, para além da vocação e da missão que se propuseram na vida, precisam ser remunerados para sobreviverem. Produzindo e inserindo conteúdos numa plataforma, é para sempre, de vez que disponibiliza e massifica sua produção intelectual. Professores geralmente são sensíveis e pensam, se não ganho para isso, não vou fazer. Porque, então o desespero de alguns gestores? Treine seus professores no uso das novas tecnologias. Remunere-os dignamente e eles farão o seu trabalho com dedicação, prazer e qualidade.

Mas quando refletimos sobre tudo isso, questionando racionalmente “Quem sou eu?”, Descartes (1596 – 1650) respondeu: “Uma coisa que pensa”. Note bem, ‘uma coisa’! Pascal (1623 – 1662) que era matemático e físico, além de filósofo, escreveu “O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Rousseau (1712 – 1778), respondeu: “Eu sou meu coração”. Com isso ele queria dizer que pelo coração é possível ouvir a voz da natureza falando em nós.

Não podemos pensar exclusivamente em tecnologia e desumanização: “Não somos máquinas, somos humanos” alertou Chaplin.

Os recursos são auxiliares de ensino.

Se existe um educador que pode ser substituído pelo recurso, então ele deve ser substituído !

LUIZ CARLOS MORENO – Pedagogo. Especialista em Educação. Filosofia e Recursos Humanos. Membro da Academia Ribeirão-pretana de Educação – ARE, cadeira 17. Presidente 2010-2012. Professor no Centro Universitário Barão de Mauá. Consultor de Desenvolvimento Humano. E-mail: lcmoreno@uol.com.br

Artigo publicado na revista GESTÃO EDUCACIONAL – Ano 08 / Nº 89 – outubro 2012 p.11

www.gestaoeducacional.com.br

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